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Será que ainda dá tempo de ter tempo? 15 December 2010 as 10:52 pm de Caio Blumer

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Perdemos o jeito do amor.

O mundo virou um caos. Carreira, internet, vida, cidades malucas, tudo pra ajudar. O João e a Maria mal se vêem agora. Moram frente a frente desde os 8 anos de idade. Melhores amigos.

Ele é gerente de uma empresa no centro, gestão de marcas e essas coisas. Ela tem um negócio próprio. Sabe como é, produtos para mulheres dá dinheiro e ela entendia bem do que vendia.

Talvez eles pudessem ter sido mais Eduardo e Mônica. Ah, vai ver não era pra ser tão assim, afinal…

Pô, tudo bem não ficarem juntos, mas também, solteiros até agora? Falta de tentar, juram que não foi.

Outro dia, milagre, se encontraram no elevador. Ela almoçando em casa pela primeira vez no ano. Ele, correu para trocar a camisa, tem uma reunião em São Paulo hoje. Marcaram um jantarzinho que foi acontecer 2 meses depois. Vida corrida…

O assunto do jantar? O anúncio da câmera fotográfica e do casório que a Maria tinha visto na TV. Já o João, tinha visto um artigo num site de marketing. Engraçado, o assunto era praticamente o mesmo: o amor. E a conversa foi, o vinho também…

Meio cheio? Meio vazio?

Parece que a gente meio que perdeu o jeito pra coisa né? A vida “roubou” muito tempo da gente que acabou sem tempo de pensar em amar.

O amor está em alta, graças a Deus. Eu sou publicitário, não consigo fugir do vício de analisar as pessoas, enfim… publicidade boa hoje é amável. Ou é um baita entretenimento.

As melhores marcas demonstram amor pelo que fazem. Paixão. As pessoas estão deixando uma carreira brilhante (digamos assim) pelo amor ao que gostam de fazer, fazem bem e se dão bem em suas empreitadas de amor próprio.

Amar é preciso na vida toda. É preciso se amar o que faz, amar quem é, e aí, esperar o amor do outro chegar. Relaxa, ele vai chegar, só é preciso amar.

Não está mais tão difícil assim. O mundo pede amor. Pede na publicidade, pede em boas músicas, pede nos textos, nos artigos, na rede. Pede no elevador, pede nos livros[bb], pede para que você fique atento. E ame.

Bom, o João e a Maria chegaram a uma conclusão no fim do jantar: ainda dava tempo para mais uma garrafa…

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+ Os tapinhas que a vida nos dá. E não são nas costas… Por Caio Blumer 12 November 2010 as 3:00 pm 6 comentários

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Adoro jogar tennis. E não jogo nada.

Certo dia num jogo com alguns amigos em uma quadra distante, em Barbacena, encontrei um senhor. Seu João. Era um senhor simples, chegando em sua caminhonete ao clube. Barba branca, cabelos brancos e uma feição calma, tranqüila e interessada nos jovens corredores com raquetes nas mãos só dando tapas nas bolinhas, sem a menor noção do que estavam fazendo.

Enquanto alguns amigos jogavam e ficavam irritados com seus erros e derrotas, na simpatia que Deus me concedeu, puxei assunto com o senhor que ali estava, atento a cada jogada. Eis que ele me disse uma única frase que me revelou um dos segredos da vida (nem que for a vida em quadra):

- “A coisa mais besta nos jogadores de tennis é se irritarem com uma derrota. A derrota é a melhor coisa que pode lhe acontecer: se você ganha, sai da quadra e esquece o jogo. Se perde, sai da quadra e pensa onde precisa melhorar para a semana que vem”.


Don’t be angry!

Dois minutos de conversa esclarecem uma vida de irritação e stress jogado fora. É, há quem diga que você pode fazer do stress uma coisa positiva e tal. Se quer saber como leia um livro[bb] dessas teorias… ou, fique estressado.

A afirmação do Sr. João me fez pensar bastante… alguns anos depois, claro, na hora você ouve e já tá na hora de jogar de novo.

Quem nunca levou um pé da(o) namoradinha(o), que levante a patinha. Quem perdeu o emprego e ficou put#*(@ na hora, que levante a outra patinha. Quem nunca perdeu pro amigo chato no Street Fighter[bb] de fliper e quis matar o desgramado que ficou sarreando que levante a terceira patinha. Pronto, agora você pode se equilibrar na ultima patinha que sobrou, porque senão precisaremos de um polvo, e fico triste ao lembrar do falecimento do Paul… (?)

A vida é um palco e a vida é uma escola. Resumindo, a vida é uma escola de teatro… não. Esqueçam…

A vida dá tapas, como a nossa mamãe, para ensinar (opa, lei nova e tal, cuidado, vida). Você perde no tennis para aprender a se posicionar. Você leva um quique do namoradinho, para ter oportunidade de pensar o que você mudaria em você ou no seu próximo namoro, mesmo que ‘a culpa tenha sido do babaca’. Você perde o emprego para encontrar um empreendedor dentro de você e fazer o que gosta finalmente.

Nada há nada tão ruim na vida que não possa piorar. A menos que você saiba fazer como grande filosofo cujo nome não se revelou ainda que disse:

“Se a vida lhe der as costas, passe a mão na bunda dela”.

Um abraço Seu João, valeu!

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+ O que se leva da vida, é… Por Caio Blumer 22 September 2010 as 10:11 pm 7 comentários

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Ela acorda cedinho, veste sua roupa de ginástica e o iPod[bb] e parte para a corridinha matinal. Meia hora depois está de volta, trocar roupa, tomar banho, cabelo, maquiagem e mais algumas coisas misteriosas que homem nenhum na Terra saberá o porque ela demorou tanto…

Trabalhar. Viajar para trabalhar. Almoçar. Encontrar contatos. Se atualizar no twitter, feed, blogs. Telefones.

Ufa, hora de voltar pra casa, ah mas ainda tem a academia.

Então ela chega em casa para ficar lá aproveitando o abraço do sofá, mas tem o jantar para preparar depois do banho. Lavar louça, ver algo legal na TV, brincar com a gatinha de estimação e… já cansou. Dorme para acordar cedo, afinal, tem corridinha amanhã de manhã.

Ele tá lá, acordando atrasado, correndo para pegar o mínimo de trânsito possível.

Trabalhar, viajar para trabalhar, viajar trabalhando. Almoço com os camaradas, ninguém é de ferro, mas tem que ser só uma horinha. De volta à labuta, ao twitter, às piadas com o amigo corinthiano, paquerada na musa do brasileirão, mais um pouco de telefone, RSS, blogs, emails e casa.

Bora para a academia, o choppinho do happy our com a galera de ontem tem que sair e amanhã tem futebol. Chegar em casa, banho, descongelar a lasanha, ver mais umas besteiras e o jornal na internet. Ouvir uma musiquinha, brincar com o violão, opa, hora de dormir para não pegar aquele trânsito que lhe atrasou quase uma hora, de novo.

Pois é, como tenho escutado que hoje tá difícil encontrar o tal do passarinho azul. Aquele que traz as borboletas que ficam na região abdominal do ser que leva uma maçã do amor na testa.

É muita gente querendo aproveitar ao máximo o tempo que já não tem para conhecer o máximo de gente possível, beijar o máximo de gente possível, acordar do lado do máximo de gente possível. Mas puts, amanhã tem tudo aquilo de novo, e provavelmente esquecerão o telefone um do outro dentro do bolso da calça que vai lavar. Isso se eles realmente se encontrarem algum dia pra tudo isso acontecer.

“Compromisso é coisa para os fracos”, podem dizer os baladeiros, embalados pela balada de aproveitar as poucas noites livres que os finais de semana lhes oferecem. A vida é curta.

É criançada, mais do que nunca, levar um coração dessa vida de meu Deus necessita de muita coragem. Tem que ser muito homem e tem que ser muito mulher. Tem que saber prestar atenção na vida, ao invés de só correr nas esteiras sem sair da frente do DVD[bb] da Lady Gaga or something worst than this.

Se você sabe que é possível encontrar o outro pé do chinelo e quer realmente fechar o balanço e ficar tranqüilo curtindo a delícia que a solteirice nos proporciona, pare por aqui que já valeu a visita e você já pegou a idéia, espero eu.

Se você tá nessa de não acreditar mais nem em horário eleitoral, nem no Justin Bieber pedindo a Rihanna em namoro e nem que você pode mesmo se apaixonar, continue tentando ler…

Tem que ter compreensão e coragem mútuos. A vida não é pudim nem para um nem para o outro. É preciso paciência, tempo para prepararem um jantar juntos, irem trabalhar juntos vez em quando, dar uma corridinha lado a lado, tocar violão para ela, fazer uma massagem no namoradinho durante aquela sua séria favorita que tem 6 amigos malucos.

Se você acha que isso não existe, que sua vida não dá tempo pra isso, ou que nunca vai achar o cara do passarinho azul (êpa!) ou a mulher da sua vida, para e pensa: algum parafuso tá desapertado na tua vida.

E aí, quem tem coragem de viver?

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+ ProntoFilosofei | Sobre as diferenças, o eclético e o respeito Por Caio Blumer 20 March 2010 as 12:34 am Nenhum comentário

Hoje eu estava filosofando logo pela manhã com o @vandrobortoleto:

Meu, eu sou um dos caras mais estranhos que conheço. Tipo, “estranho” pelo modo eclético em praticamente tudo.

Ontem mesmo, durante à tarde, enviei um tweet falando que tava rolando um Incubus[bb] pra dar um gás. Algum tempo depois, mais à noite, estou eu lá, ouvindo a voz doce e suave de Norah Jones[bb] pelo meu quarto (agora tá rolando um Young Jeezy). É variação demais, não?

Roupas. Bom, roupas também. Posso começar a semana trabalhando de camiseta, calça jeans e tênis e terminá-la de calça e camisa social. No mesmo escritório e sem reuniões internacionais (ou ligações para São Paulo – piada interna). Bem variado também, não?

Não, acho que não…

Uma coisa que também falava esses dias e complementa o pensamento era como eu curto New York. Cara eu acho uma cidade chique demais, com muitas variações também: é a parte famosa e central com toda sua badalação, o Bronx e toda sua alma, os bairros menores todos charmosos. Ah… não, nunca fui pra lá, mas vou, se Deus quiser…hahah.

Mas uma coisa que admiro muito nas pessoas em New York ou lá fora: elas se importam menos com a vida alheia. Claro, até acho que alguns exageram, existe às vezes uma frieza que nem pingüim suporta.
Mas olha, um bocado desse “tipo” gringo seria bom para algumas pessoas. Aqui temos uma certa mania de “cuidar” da vida que os outros vivem e nos esquecemos de cuidar e viver a nossa vida.

É a menina que tá com o cabelo vermelho, o cara que trabalha de dreads e all star, o cara que gosta de andar de skate mesmo tendo 30 anos e pode ser até gerente de uma empresa importante. Tem também aquele nerd que não desgruda do iPod, ou aquela mocinha que vive se olhando no espelho para conferir como está o visual.

Cada um tem sua individualidade, cada um tem seu modo de viver, felizes aqueles que vivem seus extremos sem julgar os demais extremos, que pouco se importam se meia dúzia de ‘globos’ aprovam ou não seu estilo de vida, que não foi imposto por uma novela, foi criado porque gosta de viver assim, faz bem ter seus hábitos e não ofende a ninguém.

Taí uma coisa que aprendi com uma pessoa que me ensinou muito, me ensina muito e me faz muito bem:
Busque menos aprovação sobre o seu estilo. Busque ser mais, fazer mais pelo mundo, do SEU JEITO. Acho que a galera precisa colocar na cachola que é muito mais legal fazer parte do todo na diferença do que querer ser o patinho bonitinho e acabar como todo mundo.

Pronto. Filosofei  :)

Foto via Flickr – jjwam © Todos os direitos reservados.

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