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“Maslow Web” e a necessidade “básica” por atenção 03 August 2010 as 10:59 pm de Caio Blumer

Eu tenho visto umas coisas bem medonhas esses tempos aqui pelas interwebs…

Aí eu parei pra filosofar comigo mesmo: “cara, porque você ainda mantém um blog e escreve nele?”.

- “Pô, Caião, simples, porque eu gosto de escrever e o layout que o Scaico te ajudou a fazer ficou bunitinho…”

Ok, esse ponto que eu toquei do porque eu ainda escrevo aqui é porque eu tenho um blog há huns 5 ou 6 anos (tinha outros antes do Blumerangue), eu gosto dele, de verdade. E também porque eu mantenho meu Twitter desde que meia dúzia e meia de publicitários curiosos sabiam do que se tratava essa bagaça. Não porque eu quero que 200 amiguinhos meus leiam peloamordealgumacoisadesesperadamente o que eu posto aqui ou no Twitter.

Agora, eu to me assustando cada vez mais com essa galera que tá querendo virar gente na internetê. AMIGÔ, se tu não é gente fora da internet, num é dentro do mundo virtual de bloguesinho e twitterzinho que você vai virar não, okay?!

É como se Maslow (clique se não estudou publicidade/marketing[bb] na faculdade) tivesse criado uma pirâmide pra internet dos dias atuais, onde a necessidade básica não seja pesquisar, compartilhar, consumir informação, mas SER O CARA DA INFORMAÇÃO, ou seja, necessidade 1 na pirâmide: aparecer!

Eu também acho uma “puta falta de hipocrisia” essa parada de ficar criando e caçando historinha do povinho carentinho que quer ser gente na internet pra gerar noticia. PO*&%@! Vamo trabalhar né!

Rebolar o tchantchan e ser Rock Star tem diferênça

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Ponto 1: necessidade de notícias explorando as historias de privacidade ou falta dela nas redes sociais. Amigo, não quer rolo? Não coloca tua foto bêbado de cueca com batom na cara e não fale merda na rede.

Ponto 2: criançada, essa necessidade insaciável de vocês ou essa carência por atenção ta gerando coisas medonhas na rede, tipo bulinar uma mina no “twitcam” pra metade do domingo a noite ver. Gente, fama na internê é como na música, sempre tem huns babacas que conseguem, mas são só 15 minutos porque dançou quase pelado or something worst, ser Rock Star[bb] mesmo é só pra quem trabalhou muito e teve talento!

Momento DICA do Blumer: para os necessitadinhos de atenção indicamos a “Escola do Rock”: Criança, vá lá ver se aprende a pelo menos a curtir o que faz ;)

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Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

+ Jornaleiros e jornalistas | Notícia boa nem sempre é notícia que vende Por Caio Blumer 30 June 2009 as 2:20 pm Nenhum comentário

Pois então, na publicidade não dizem que anúncio que ganha prêmio nem sempre é o anúncio que mais vende?

Tenho visto constantemente, em diferentes meios, incluindo na internet, nos portais e sites de notícias onde mais costumo me informar, uma coisa bem chata que sempre me incomodou na TV[bb] ou nos jornais.

O meu time, o São Paulo, por exemplo: tá mal das pernas – eu sei! – mas tá lá de técnico novo. Aliás, a demissão do Muricy e a contratação do Ricardo com toda a desconfiança – essa que fizeram questão de aumentar umas 10x – fizeram o time voltar a aparecer na mídia. “CRISE” era a palavra presente em 9 entre 10 destaques dados ao time.

Muito bem, o time ganhou no fim de semana. E ganhou bem, não foi nada choradinho assim. Mas e aí, algum destaque para a boa estréia de Ricardo? Não. Não vi UM destaque sequer em um portal ou na TV, capa de caderno esportivo, etc…

Olha como irrita. Ontem, “acharam” – sabe, achar naquele sentido figurado? Então. – acharam uma suposta dívida do São Paulo com Muricy. E tome destaque pro São Paulo em “CRISE” outra vez, devendo salário pra ex-técnico. E não digo isso só porque é meu time, acontece com todo mundo e não só no esporte. Esse eu só usei como exemplo.

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Tá, eu sei que tem que vender senão todo mundo morre de fome e sei também que muita gente vai ler e falar “pô, eles aumentam as coisas desde que eu tinha TV em preto e branco e tinha que levantar do sofá pra trocar de canal”. Mas que irrita, irrita.

Até porque, na publicidade existe muito disso. Pergunte aí quantas pessoas não trabalham com publicidade, fazem sites, folhetos e até “planejamento” de comunicação. Fazem um estardalhaço, alguns até ferram com o nome da profissão fazendo um “freela” bem do mal feito e deixando uma “bela” impressão no mercado.

Bom e tem o outro lado, de quem faça trabalhos extremamente bem feitos e nem formados são, aí que tá!

Nem quero tocar no assunto daquela história do “diploma de jornalismo”. Tenho amigos jornalistas e amigos formandos em jornalismo[bb] e ainda conheço muita gente que nem sonhou estudar isso e fez carreira com informação. Enfim, quando o caboclo nasce pra isso, é isso que ele vai ser – com ou sem diploma, com ou sem “criatividade polêmica”.


Toda essa volta para uma pergunta

Sobre o título do post: Jornaleiro = vender jornais (ou mídia, ou folder e site feitos pelo “sobrinho” / Jornalista = INFORMAR a comunidade, seja qual for o tema, seja onde for.  Ah, e isso inclui empresas e veículos de comunicação. (Ambos no sentido figurado, faz favor!).

Enfim, eu dei toda essa volta só pra fazer essa pergunta: Qual desses aí de cima você acha que vai sobreviver a era da “democratização da informação”?

Ficaram sabendo do blog da Petrobras – Fatos e Dados, né? Então…


- Relacionados e interessantes:

Matéria do G1 sobre o blog da Petrobras

Post sobre regulamentação das profissões no Nome Impróprio

Post quentinho e adequado do Blogcitário – Publicitário, o eterno sem-diploma

Imagens via: CyberLeo1 e Supermariolxpt (CC – Alguns direitos reservados)
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