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Jornaleiros e jornalistas | Notícia boa nem sempre é notícia que vende 30 June 2009 as 2:20 pm de Caio Blumer

Pois então, na publicidade não dizem que anúncio que ganha prêmio nem sempre é o anúncio que mais vende?

Tenho visto constantemente, em diferentes meios, incluindo na internet, nos portais e sites de notícias onde mais costumo me informar, uma coisa bem chata que sempre me incomodou na TV[bb] ou nos jornais.

O meu time, o São Paulo, por exemplo: tá mal das pernas – eu sei! – mas tá lá de técnico novo. Aliás, a demissão do Muricy e a contratação do Ricardo com toda a desconfiança – essa que fizeram questão de aumentar umas 10x – fizeram o time voltar a aparecer na mídia. “CRISE” era a palavra presente em 9 entre 10 destaques dados ao time.

Muito bem, o time ganhou no fim de semana. E ganhou bem, não foi nada choradinho assim. Mas e aí, algum destaque para a boa estréia de Ricardo? Não. Não vi UM destaque sequer em um portal ou na TV, capa de caderno esportivo, etc…

Olha como irrita. Ontem, “acharam” – sabe, achar naquele sentido figurado? Então. – acharam uma suposta dívida do São Paulo com Muricy. E tome destaque pro São Paulo em “CRISE” outra vez, devendo salário pra ex-técnico. E não digo isso só porque é meu time, acontece com todo mundo e não só no esporte. Esse eu só usei como exemplo.

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Tá, eu sei que tem que vender senão todo mundo morre de fome e sei também que muita gente vai ler e falar “pô, eles aumentam as coisas desde que eu tinha TV em preto e branco e tinha que levantar do sofá pra trocar de canal”. Mas que irrita, irrita.

Até porque, na publicidade existe muito disso. Pergunte aí quantas pessoas não trabalham com publicidade, fazem sites, folhetos e até “planejamento” de comunicação. Fazem um estardalhaço, alguns até ferram com o nome da profissão fazendo um “freela” bem do mal feito e deixando uma “bela” impressão no mercado.

Bom e tem o outro lado, de quem faça trabalhos extremamente bem feitos e nem formados são, aí que tá!

Nem quero tocar no assunto daquela história do “diploma de jornalismo”. Tenho amigos jornalistas e amigos formandos em jornalismo[bb] e ainda conheço muita gente que nem sonhou estudar isso e fez carreira com informação. Enfim, quando o caboclo nasce pra isso, é isso que ele vai ser – com ou sem diploma, com ou sem “criatividade polêmica”.


Toda essa volta para uma pergunta

Sobre o título do post: Jornaleiro = vender jornais (ou mídia, ou folder e site feitos pelo “sobrinho” / Jornalista = INFORMAR a comunidade, seja qual for o tema, seja onde for.  Ah, e isso inclui empresas e veículos de comunicação. (Ambos no sentido figurado, faz favor!).

Enfim, eu dei toda essa volta só pra fazer essa pergunta: Qual desses aí de cima você acha que vai sobreviver a era da “democratização da informação”?

Ficaram sabendo do blog da Petrobras – Fatos e Dados, né? Então…


- Relacionados e interessantes:

Matéria do G1 sobre o blog da Petrobras

Post sobre regulamentação das profissões no Nome Impróprio

Post quentinho e adequado do Blogcitário – Publicitário, o eterno sem-diploma

Imagens via: CyberLeo1 e Supermariolxpt (CC – Alguns direitos reservados)
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+ Dica de Leitura – Cultura da Convergência Por Scaico 20 May 2009 as 4:34 pm Nenhum comentário

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Quando o filme “Matrix[bb]” entrou em cartaz, em 1999 ele revolucionou o cinema, com efeitos especiais de altíssima qualidade e o inovador “bullet-time”, aquele efeito especial onde a câmera gira em torno de uma cena semi-congelada. Na realidade, não é bem a câmera que gira, mas não vim explicar o efeito especial em sí.

Mas com a chegada de “Matrix Reloaded[bb]” em 2003, a revolução foi outra: a comunicação. Não vou entrar no mérito da história da trilogia, mas uma coisa é certa: Para mim, a espera entre o segundo e o terceiro filme foi marcada por uma série de conversas, buscas pela internet, teorias… E por jogos de video-game (Enter the Matrix) e desenhos animados (Animatrix). O que os produtores fizeram é algo que eu creio que nunca havia sido feito: um cross-media para um filme.

matrix2Quem assistiu somente os 3 filmes, entendeu (ao máximo que é possível entender um filme como Matrix). Mas quem jogou o jogo de video-game, descobriu coisas que não foram contadas nos filmes. Quem assistiu aos desenhos do DVD Animatrix, aprendeu como as máquinas dominaram o mundo e como a Revolução começou. Ficou sabendo até quem é, exatamente, aquele carequinha que ficava carregando as malas do Neo pra lá e pra cá.

Nenhuma das informações são essenciais. Elas são apenas complementares. Mas elas dão uma sensação de envolvimento muito maior. Quando você é fã de alguma coisa, a sensação de pensar “Aaaah… Então foi assim que isso aconteceu…”

Hoje em dia, isso é bem mais comum. Séries como “Lost” e “Heroes” aproveitam o período entre uma temporada e outra (que costuma durar 8 ou 9 meses) para lançar ARGs (Jogos de Realidade Alternativa) com o intuito de liberar novas informações relevantes mas não essenciais sobre a história da série. E isso também mantem a atenção do fã, durante esse longo período de espera, diminuindo a chance de que ele perca o interesse pela série entre as temporadas.conver

E é isso, e muito mais, que Henry Jenkins escreve no seu livro “Cultura da Convergência”. Não vou postar link de nenhuma loja vendendo, para não fazer apologia, mas é só pesquisar no nosso amigo Google.

Leia o primeiro capítulo aqui.

É um livro que eu considero obrigatório para qualquer comunicador.  Na minha modesta opinião, se alguém da área ler o livro e não concordar que vivemos em uma época de convergência, de cross-media e de consumidores que ditam o caminho… Essa pessoa é dinossaurica. :~

As mídias tradicionais são passivas. As mídias atuais, participativas e interativas. Elas coexistem. E estão em rota de colisão. Bem-vindo à revolução do conhecimento. Bem-vindo à Cultura da Convergência.
Henry Jenkins – Cultura da Convergência

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+ Nos quadrinhos: mídia espontânea | Homem Aranha salva a posse de Obama Por Caio Blumer 09 January 2009 as 7:00 pm 1 comentário

Observando um pronunciamento durante a (fantástica) campanha de Barack Obama à presidência norte-americana, Joe Quesada, o famoso editor-chefe da Marvel Comics e a galera da Marvel tiveram a idéia de fazer um encontro entre o Homem Aranha e Obama (2 ‘super-heróis’ americanos?)

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Durante o tal pronunciamento, Obama afirmou colecionar HQ’s do “Amigão da vizinhança” e foi homenageado pela Marvel. Vejam abaixo algumas imagens do episódio em que o Aranha salvará a posse de Obama, que aliás, ocorrerá no dia 20 no “mundo real”.

spidermanobama02 spidermanobama01

Mais uma vez a prova de que uma campanha bem estruturada, bem pensada, com um ‘personagem’ que agradou a todos com suas propostas, pensamentos, etc, etc, etc… gera mídia espontânea até mesmo após a campanha.

Li ontem à noite no UOL.

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