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Mulheres de VERDADE! 26 February 2010 as 1:26 pm de Tatty Mamprin

Mulher e balança são duas coisas que não combinam. Sempre queremos perder 1 quilinho, ou 10, 20, 30… Obesidade não é saudável, todo mundo já está careca de saber. E ser magérrima também não.

A exibição de modelos cada vez mais magras nas passarelas chama a atenção de especialistas em nutrição do mundo todo, afinal magreza extrema é sinônimo de anorexia e pode até levar a morte.

Diante disso, o mundo da moda já começou a olhar para as chamadas “Mulheres de Verdade”: cheias de curvas, feminilidade e com um manequim mais próximo à realidade e nem por isso menos bonitas.

Esta semana tivemos oportunidade de ver tamanhos 46 desfilando na passarela da estilista Elena Mirò (”Ciao, magre!”), na Milano Moda Donna (a fashion week da Itália, que só não é mais importante que a de Paris).

46
Lindas, sim ou não?

E hoje tive a grata surpresa de ler no blog da Julia Petit, que o site da Vogue Itália acaba de lançar o canal “Curvy“, exaltando a beleza das curvas que caracterizam grande parte das mulheres do mundo.

Serão as curvinhas o “padrão de beleza” do futuro?

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Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

+ E o Design no Brasil, vai bem? Por Tatty Mamprin 06 November 2009 as 4:31 pm Nenhum comentário

Ontem foi comemorado o Dia Nacional do Design, data do aniversário de Aloísio Magalhães (que nasceu em Recife, no dia 05/11/1927), defensor do design nacional e um dos fundadores da ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), no Rio de Janeiro. A data foi instituida pelo então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e publicada no Diário Oficial em 20 de outubro de 1998.

Mas… e como anda o mercado do design nacional? O que se passa na mente dos estudantes e futuros profissionais? O que os designers, dos mais diversos segmentos (jogos, moda, gráfico, digital…) têm para compartilhar?

Foi pensando nisso que nós do Blumerangue tivemos a idéia de reunir esse pessoal em uma entrevista informal, onde cada um pôde falar um pouco da sua vivência em design.

5, 4, 3, 2, 1… AÇÃO!

joao-

Ser designer é ter a capacidade de julgar uma situação sem preconceitos e criar algo que interfira nessa situação da melhor maneira possível.

Ontem foi comemorado o Dia Nacional do Design. Como você vê o mercado de trabalho na região sul do país?

A profissão de designer, não só no sul do país, mas como no Brasil inteiro ainda é muito vinculada à criação, à estética. As agências de publicidade são ainda as que mais absorvem os designers, pois a grande maioria das indústrias ainda não percebeu o diferencial que o designer pode ter, não só no visual, como também na própria gestão da empresa.
Felizmente nos últimos anos temos visto grandes iniciativas de jovens designers que meteram a cara no mundinho fechado da comunicação catarinense e estão dando certo. São bons exemplos o Cafundó Estudio Criativo, de Floripa, feito por ex-alunos de design da UFSC; a Midia Effects, que presta serviços de web, também fundada por ex-alunos de design da UFSC; e o que considero o maior exemplo de empresa que está mostrando a importância do design em Santa Catarina, a Design Inverso, de Joinville, que já faturou vários prêmios nacionais e internacionais.
Uma outra grande empresa é a  Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp. Sua sede também é em Joinville, onde possuem um núcleo interno de design gráfico e design industrial para pesquisa e implementação de novos formatos, melhor ergonomia e até novos ícones para seus produtos.

Pra você, o que é SER designer?

Ser designer é principalmente ser um observador. Um designer não pode só ser capaz de criar coisas “bonitinhas” e operar bem o Photoshop e Illustrator. Ele tem de ser capaz de observar como as pessoas agem, como elas se vestem, o que elas estão procurando e extrair a essência disto para suas criações. Ser designer é ter a capacidade de julgar uma situação sem preconceitos e criar algo que interfira nessa situação da melhor maneira possível.

Você participou da organização de um dos maiores (se não o maior) eventos sobre Design do país, onde o principal público são estudantes. Você acredita que a grande maioria deles estava de fato comprometida com a futura profissão?

Nos encontros sempre tem os que vem pela festa, os que vem para discutir e os que vem para absorver algo em palestras e oficinas (eu já participei das 3 maneiras). A Conde de 2007 acreditava que os 3 tipos estão certos, pois o cara que vem para a festa pode conhecer gente e trocar idéia sobre a profissão, assim como o cara que vem ver palestra pode achar algo que instigue ele a discutir. O objetivo do encontro é fazer encontrar, e é dai que cada um monta seu próprio evento, onde de uma forma ou outra vai aprender algo sobre design, mesmo que aprenda que não é isso que ele quer fazer (pois não se iludam: designer trabalha pra c$@#$ e ganha pouco).
Concluindo, de um jeito ou de outro, uma pessoa que vem a um encontro de certa forma está comprometida com sua profissão, pois ela tem a possibilidade de conhecer pessoas, ver coisas novas, culturas diferentes…e como falei na resposta anterior, essa curiosidade nata é boa parte do caminho para ser um designer.

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bruna

Ao contrário do que muitos pensam, a moda é muito mais que tendência de consumo. Acredito que qualquer pessoa está inserida no mundo da moda.

Quais os caminhos que um futuro profissional de Moda pode seguir? Há espaço para novos profissionais aqui, ou o grande mercado ainda é o internacional?

Um profissional de moda pode atuar como modelista, estilista, produtor, styling, consultor de moda, em marketing de moda, produção de eventos…
Acredito que sim, há espaço para novos profissionais no Brasil, e inclusive ainda são poucos os que realmente fazem a diferença.

Um dos assuntos mais discutidos atualmente é sustentabilidade. É possível ser sustentável na moda também? Como?

Sim, é possível. Um dos grandes meios de ser sustentável no mercado de moda é buscar matérias primas totalmente reutilizáveis e naturais. Atualmente existem vários tecidos e aviamentos (entre outros materiais) com essa proposta. Repensar também em como será o beneficiamento do tecido, evitanto ao máximo substâncias que poluem o meio ambiente é um grande passo, além da reutilização de materiais. O problema é que infelizmente para ser sustentável hoje em dia – e acredito que seja em qualquer área – são os custos envolvidos, que muitas vezes dificultam o acesso destas empresas à soluções ecologicamente corretas.

Moda é mesmo para todos?

A palavra moda vem do latin modus e significa “modo”, “maneira”. Partindo deste entendimento, ao contrário do que muitos pensam, a moda é muito mais que tendência de consumo. Ela expressa valores – usos, hábitos e costumes – de uma determinada sociedade, pois é nela que tudo é permeado, ou seja, está entrelaçada com tudo o que acontece a nossa volta o tempo todo. Sendo assim, acredito que qualquer pessoa está inserida no mundo da moda, independente se a pessoa está “antenada” nas novas tendências ou não.

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robson

Costumo dizer pra galera que essa experiência de estágio é uma “segunda universidade”.

Você acredita que boa parte da população ainda não sabe o que um designer faz ou isso já está mudando?

As duas coisas. Com o crescimento de eventos, exposições, novos designers destacando-se pelo mundo, o design acaba ganhando força e reconhecimento, mas não sei até onde vai esse reconhecimento; se é do público erudito ou da população em geral, já que outro fator é a banalização do design, onde cursos “de esquina” prometem formar “designers”, enquanto na verdade formam simples operadores de softwares gráficos, que não saberão conceituar um projeto para os clientes.

Há várias áreas em que um designer pode atuar, tais como ilustração, embalagens, web… Você acredita que a universidade tem o poder de preparar o estudante para todas elas?

Não. A universidade te dá uma noção de cada área. São muitas opções e 4 anos é pouco tempo para preparar o profissional para todas. Cabe a cada estudante identificar-se com um (ou vários) segmentos do design e procurar especializações.

Qual a dificuldade que um estudante encontra ao procurar estágio em São Paulo? Você acredita que as empresas estão de fato querendo ensinar e transformar esses estudantes em bons profissionais, ou só querem fazer uso da mão de obra mais barata?

A maior dificuldade de um estagiário de design em São Paulo é em relação a bolsa auxilio oferecida pela maioria das empresas/agências/escritórios, que é muito baixa. Além da exigência de que o estudante seja um super profissional, entendendo de Flash, Photoshop, Illustrator, Indesign, Dreamweaver, HTML, Action Script, cambalhota, mamíferos que habitam o Sul da África, geografia da Rússia… é bizarro!
Acredito que onde trabalho atualmente seja uma excessão. Desde que entrei na Leo, estou aprendendo mesmo. Até costumo dizer pra galera que essa experiência de estágio é uma “segunda universidade”, mas devo confessar que a bolsa auxilio poderia ser um pouquinho melhor… (risos)

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lucas

Ser Game Designer é entender de todas as áreas que envolvem um game. Não é só a parte gráfica ou a programação.

Como você vê o mercado nacional de Design de Games? Já é possível compará-lo ao mercado internacional ou ainda é cedo?

O mercado ainda está crescendo. Perto do mercado internacional ainda estamos em estágio embrionário, mas com mais empresas internacionais investindo por aqui, e com empresas brasileiras tentando achar o seu lugar, creio que temos futuro. O caminho é longo, mas temos que acreditar.

Pra você, quais os grandes nomes do design de games nacional? Ainda falta reconhecimento/aceitação do que é produzido aqui?

Eu acredito que o pessoal da Ovolo Games, que desenvolveu o jogo City Rain, conseguiu grande espaço na mídia nacional e internacional por terem produzido um jogo que, além de ser muito bem feito e divertido, ganhou o Imagine Cup, uma competição mundial promovida pela Microsoft.
Porém, precisamos valorizar os produtos desenvolvidos por aqui para que um dia possamos competir com o mercado que vemos lá fora.

Pra quem estiver pensando em cursar, o que pode esperar pela frente?

Sofrimento :)
Ser Game Designer é entender de todas as áreas que envolvem um game. Não é só a parte gráfica ou a programação, mas precisa-se entender um pouco de roteiro, áudio, interfaces, etc.
Acima de tudo, também precisamos ter muita dedicação. Como a base de mercado brasileira ainda é pequena, precisamos começar a desenvolver por nós mesmos, no nosso tempo livre.

………………………………………………………………………………………. Link (Lucas): Twitter

thiago

Fazer estágio é primordial, pois é através desta experiência que você consegue levar o que aprende na prática, dentro da agência, para a sala de aula.

Quais as características um designer deve apresentar para trabalhar em uma grande agência?

Hoje para trabalhar em uma agência de nome, o básico que você precisa:
- Ter noções conceituais e não apenas técnicas;
- Criatividade, inteligência, qualidade e bom senso;
- Um portfólio para mostrar o que você já que fez;
- Ser um profissional flexível e saber respeitar a opinião de todos;
- Esquecer que tem um horário fixo de trabalho (risos);
- Responsabilidade, humildade e ética, são os atributos mais importante, pois eles que mostram se você é de fato profissional.

Como você vê o mercado nacional de modo geral? Há muita procura e pouca oferta? Fazer estágio durante o curso conta pontos no currículo?

Hoje o mercado está bem aquecido. Na época da crise, era menor o número de novas vagas, mas com o retorno dos investimentos, pode-se dizer que estamos tendo um crescimento extraordinário. A época que antecede o Natal é quando a demanda geralmente dobra e com a Copa de 2010 chegando, serão muitos jobs na certa.
Fazer estágio é primordial, pois é através desta experiência que você consegue levar o que aprende na prática, dentro da agência, para a sala de aula (lugar que você tem o direito de errar e o dever de aprender). Se você tiver oportunidade de estagiar durante o curso, agarre a vaga e não a deixe escapar! Não queira ser um formando procurando emprego, sem nunca ter atuado na área, pois com certeza as chances de você conseguir serão bem menores.

………………………………………………………………………………………. Links (Thiago): Portfólio | Twitter

Queremos agradecer o carinho e a atenção que todos tiveram com o Blumerangue, respondendo as questões e nos ajudando a construir este post, em homenagem a essa profissão que ainda é vista com olhos desconfiados por muitos, mas que está conquistando seu espaço em meio a um mercado tão competitivo.

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+ Uma homenagem à Orlando Drummond Por Carlos Castilho 24 October 2009 as 12:38 am 1 comentário

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No dia 18 de outubro, Orlando Drummond completou 90 anos de idade e não podiamos deixar de fazer um post em homenagem a este gênio que marcou a minha infância e com certeza a de muitos outros (e continua marcando).

O ator, dublador, humorista e radialista é eternizado por personagens como Seu Peru e dublando vozes como de Alf, Scooby-Doo, Popeye e o Vingador, além outros como Frajola, Patolino, Frangolino, Dentes-de-Sabre, Gargamel… e a lista é grande…

O Cartoon Network prestou uma homenagem muito bacana.

Via.

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+ Patrick Swayze morre aos 57 anos Por Tatty Mamprin 15 September 2009 as 12:42 am Nenhum comentário

patrick_swayze Quem não lembra de Dirty Dancing (eu não só lembro como sei boa parte das falas)? Ghost?
Pois é. Sei que vão soltar um “comassim/“, mas nem a morte de Michael Jackson[bb] me deixou tão triste. Dirty Dancing fez parte da minha infância/adolescência e assisto até hoje, pela enésima vez, como se fosse a primeira.

Patrick Swayze morreu devido um câncer pancreático, descoberto em janeiro de 2008.

Esse post é uma singela homenagem ao cara que me fez tanta gente rir, chorar e que, de certo modo, ensinou um pouquinho mais para as pessoas que admiram seu trabalho.
Pra assistir:

Dirty Dancing – Final Dance

Pra ler:
Patrick Swayze
Notícia sobre a morte

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+ 60 Dicas de um Red-ator Por Scaico 02 June 2009 as 10:31 am 13 comentários

Acho legal como as coisas “viralizam” pela internet.
Recebi essas dicas por e-mail. Pesquisei e encontrei ela nesse blog aqui. Ele diz ter retirado do PSV, que dá os créditos ao Tenório Cavalcanti. Não achei o texto no blog dele, mas tá creditado mesmo assim. Vamos ao que importa.  :)

Como a lista é enorme, vou deixar só os 10 primeiros tópicos abertos. Para ler o resto, é só clicar no link depois.

1. Antes de pensar propaganda, entenda marketing. Antes de pensar marketing, entenda gestão empresarial, antes de pensar gestão empresarial, estude muito sobre gestão empresarial.

2. Quando você estiver achando que é muito bom, não peça aumento, peça demissão.

3. Antes de reclamar do salário, reclame de você para você.

4. Se você faz freelance enquanto trabalha numa agência é porque não ganha bem. Se você não ganha bem, faça por merecer ganhar mais.

5. Nunca abandone os clichês. Eles são um eterno material de pesquisa.

6. Toda ideia original é resultado da mistura ou transformação dos clichês.

7. Se sua maior qualidade é ser criativo, mude de ramo.

8. Recuse-se ir a reuniões quando não está preparado.

9. Nada que te deixa dopado acelera o processo criativo.

10. Fazer cerão não é regra, é imposição da conveniência.

Veja o post completo →

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+ Empreendedores | Mudem o mundo Por Caio Blumer 27 May 2009 as 10:15 am 2 comentários

Esses dias estava conversando com um dos melhores professores que tive na faculdade (aliás, esses papos são uma das poucas coisas que vou sentir falta, eu acho).

Ele me falava sobre como hoje ser empreendedor é mais simples – o que não significa ser mais fácil, é claro. Existem várias formas de crédito, incentivos e tudo mais. Uma boa idéia e um planejamento eficaz podem fazer de qualquer pessoa esforçada e determinada um empreendedor de sucesso.

O vídeo abaixo tem tudo a ver com esse poder que temos, de termos sucesso e de ajudarmos o mundo a ser um sucesso (em inglês, mas está easy para compreender):

;)
Via Papo de Empreendedor

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+ Dica de Leitura – Cultura da Convergência Por Scaico 20 May 2009 as 4:34 pm Nenhum comentário

matrix1
Quando o filme “Matrix[bb]” entrou em cartaz, em 1999 ele revolucionou o cinema, com efeitos especiais de altíssima qualidade e o inovador “bullet-time”, aquele efeito especial onde a câmera gira em torno de uma cena semi-congelada. Na realidade, não é bem a câmera que gira, mas não vim explicar o efeito especial em sí.

Mas com a chegada de “Matrix Reloaded[bb]” em 2003, a revolução foi outra: a comunicação. Não vou entrar no mérito da história da trilogia, mas uma coisa é certa: Para mim, a espera entre o segundo e o terceiro filme foi marcada por uma série de conversas, buscas pela internet, teorias… E por jogos de video-game (Enter the Matrix) e desenhos animados (Animatrix). O que os produtores fizeram é algo que eu creio que nunca havia sido feito: um cross-media para um filme.

matrix2Quem assistiu somente os 3 filmes, entendeu (ao máximo que é possível entender um filme como Matrix). Mas quem jogou o jogo de video-game, descobriu coisas que não foram contadas nos filmes. Quem assistiu aos desenhos do DVD Animatrix, aprendeu como as máquinas dominaram o mundo e como a Revolução começou. Ficou sabendo até quem é, exatamente, aquele carequinha que ficava carregando as malas do Neo pra lá e pra cá.

Nenhuma das informações são essenciais. Elas são apenas complementares. Mas elas dão uma sensação de envolvimento muito maior. Quando você é fã de alguma coisa, a sensação de pensar “Aaaah… Então foi assim que isso aconteceu…”

Hoje em dia, isso é bem mais comum. Séries como “Lost” e “Heroes” aproveitam o período entre uma temporada e outra (que costuma durar 8 ou 9 meses) para lançar ARGs (Jogos de Realidade Alternativa) com o intuito de liberar novas informações relevantes mas não essenciais sobre a história da série. E isso também mantem a atenção do fã, durante esse longo período de espera, diminuindo a chance de que ele perca o interesse pela série entre as temporadas.conver

E é isso, e muito mais, que Henry Jenkins escreve no seu livro “Cultura da Convergência”. Não vou postar link de nenhuma loja vendendo, para não fazer apologia, mas é só pesquisar no nosso amigo Google.

Leia o primeiro capítulo aqui.

É um livro que eu considero obrigatório para qualquer comunicador.  Na minha modesta opinião, se alguém da área ler o livro e não concordar que vivemos em uma época de convergência, de cross-media e de consumidores que ditam o caminho… Essa pessoa é dinossaurica. :~

As mídias tradicionais são passivas. As mídias atuais, participativas e interativas. Elas coexistem. E estão em rota de colisão. Bem-vindo à revolução do conhecimento. Bem-vindo à Cultura da Convergência.
Henry Jenkins – Cultura da Convergência

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+ Campanha | Você faz xixi no banho? Por Caio Blumer 06 May 2009 as 2:35 pm 1 comentário

A fundação SOS Mata Atlântica precisava mostrar como fazer xixi no banho é excelente para o planeta. Então, a F/Nazca criou esta campanha que mostra como é importante economizar 12 litros de água (em média) que vão embora quando você dá descarga, depois daquele xixizinho. Com essa simples ação é possível economizar[bb] cerca de 4.380 litros de água por ano!

Sim, você pode economizar 4.380 litros de água potável só deixando de mijar no vaso para fazê-lo no banho!

A ação de extremo bom gosto, do tipo “bonitinha” e “simpáticona”, que informa, diverte e chama atenção, afinal, vai falar que você não se impressionou com o título do post? ;)

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Ah, e o site? O site da campanha (xixinobanho.org.br) além de funcionalidade tem uma direção de arte fantástica. Abri o site aqui e pararam pra dizer “caraca, que site lindo cara!”. Lá, além de se informar você pode ajudar a divulgar a campanha: existem botões para divulgação no Orkut, Twitter, Facebook, Delicious, etc.

A campanha aproveita para anunciar e convidar a galera para o evento “Viva a Mata” do SOS Mata Atlântica, que vai acontecer no Ibirapuera – SP – entre os dias 22 e 24 de maio.

Faça xixi no banho, salve o planeta e volte sempre.

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+ HQ | A Piada Mortal e Coringa Por Marcio 22 April 2009 as 12:48 pm 13 comentários

É muito bom estar de volta ao Blumerangue, já que, depois da minha estréia, fiquei afastado devido “Crise Organizacional de Idéias”: uma síndrome recém criada por mim e que na minha concepção é algo similar à “Crise do Segundo Álbum” nas bandas de Rock[bb]. Trata-se do caso clínico: você fica muito, mas muito empolgado mesmo com as novidades (no meu caso, o blog) que começa a ter idéias demais sobre as coisas e não consegue organizá-las em uma ordem racional e de fácil entendimento.

Recuperado da crise, quero expressar o quanto gostei da oportunidade de escrever aqui e compartilhar com todos os “Blumerangonautas” a satisfação de dividir algo com vocês. Obrigado a todas as pessoas que comentaram o meu post (através do blog e pessoalmente) e a equipe muito acolhedora do Blumerangue, mas, vamos ao que interessa:

Apresentação

13/04/09 -> é a partir desta data que a Globo inicia oficialmente a sua programação de 2009 (o Faustão apresentou a Cerimônia ontem) e aproveito a oportunidade para iniciar a minha programação no Blumerangue também. Se antes me iniciei postando sobre um show antológico sem nenhuma apresentação formal (se bem que na seção “Quem Faz” há um pequeno profile), senti-me na obrigação de falar um pouco mais sobre a minha proposta para o ano de 2009 antes de realizar novas publicações aqui.

Sou apaixonado por Música, Histórias em Quadrinhos e Cinema e compartilharei com vocês as novidades, minhas opiniões, comentários e sugestões sobre estes assuntos. E o que nos espera?

Hoje:

  • “A piada mortal” e “Coringa” – Duas Graphic Novels em edições de Luxo no Brasil

No Futuro Próximo:

  • Pop ou MPB? Discurso sobre a classificação musical no cenário musical nacional
  • O Amadurecimento das Histórias em Quadrinhos
  • Clássicos Musicais
  • Clássicos do Cinema

Fique ligado, haverá muito mais!

Batman: A Piada Mortal Edição Especial de Luxo

cor_01Novidade nas bancas e livrarias brasileiras, a Edição Comemorativa de 20 Anos foi lançada há 1 ano nos EUA e a DC não tinha previsão de lançá-la no Brasil, porém, no início do mês passado fomos agraciados não somente com este lançamento, chamado aqui de Edição Especial de Luxo, mas também uma edição em capa dura da graphic novel mais vendida do ano passado, nomeada simplesmente de “Coringa”.

Em se tratando de estória, “A Piada Mortal”, lançada originalmente em 1988, é um clássico absoluto e, dentre as tantas versões apresentadas (às vezes pelo próprio vilão) como a origem do Coringa, esta é a mais aceita pelos fãs, servindo também como base (juntamente com a estética de “O Cavaleiro das Trevas”) para o roteiro do aclamado filme[bb] do morcego no ano passado: “Batman: “O Cavaleiro das Trevas” do diretor Christopher Nolan.

“A Piada Mortal”, escrita por Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Do Inferno), arrasta-nos para dentro da mente do psicótico Coringa, decidido a provar para todos que é somente um dia ruim que separa um homem qualquer da loucura (e por assimilação, do próprio Coringa). Assim, somos levados através de flashbacks para a origem esquecida do vilão, o Capuz Vermelho, um comediante decadente que já teve família e foi um homem comum.

Não bastando a sordidez de seu plano, a vítima da sua experiência é nada mais nada menos que o Comissário Gordon, um dos maiores aliados do Batman. A frieza com que o Palhaço do Crime conduz o seu plano chega a atordoar os desavisados, acostumados com gibis inocentes como a Turma da Mônica. E sem entregar o final, apenas digo que é dúbio e surpreendente.

É uma revolução da qual não participei (já que em 88 tinha apenas 3 anos) mas que agora temos a chance de possuir em edição de luxo, porém, mesmo que a história principal seja o suficiente para justificar um lançamento deste porte, ela ainda conta com alguns extras: um prefácio por Tim Sale (autor de “Batman: O longo dia das bruxas” e a partir de 2006, consultor artístico da série “Heroes”), posfácio de  Brian Bolland (Artes, Cores e Capa), algumas artes originais do arquivo de Bolland, a mini estória “Sujeito Inocente”, a republicação da primeira estória (original de 1940) do Coringa e o fato mais marcante e polêmico desta edição, a total recolorização da arte original.

cor_02Em 1988, o trabalho de colorização realizado Higgins utilizava cores quentes e “modernas” para a época, e dessa vez, Bolland declarou que queria colorir a sua própria arte, priorizando cores frias. Seu trabalho é mais facilmente notado nos flashbacks, onde decidiu realçar apenas alguns objetos no cenário remetendo pouco a pouco ao clímax com o Capuz Vermelho. Ao lado, temos um comparativo com a versão recolorizada à esquerda e a original à direita. Alguns fãs xiitas taxaram este trabalho como “photoshopolizado” e sem a essência da obra. Eu, particularmente, noto na edição atualizada uma imersão mais condizente com a mente fria do Coringa. (clique na imagem ao lado para ampliar)

Simplesmente Imperdível! “Batman: A Piada Mortal Edição Especial de Luxo” tem 84 páginas e custa R$19,90.

Coringa

Com um título simples e aproveitando a vibe gerada pelo bem sucedido filme lançado no ano passado, a DC publica agora no Brasil, esta que foi a Graphic Novel mais vendida do ano passado nos EUA.

cor_03Assim como sugere o título, estamos frente a uma estória focada no Coringa onde diferente de “A Piada Mortal” (com os fatos desenterrados da mente do Palhaço), os acontecimentos são narrados através da visão de Jonny Frost, um bandidinho de segunda que se oferece para literalmente buscar o Coringa, recém libertado, sabe-se lá o porquê, do Asilo Arkham (para os não iniciados em Batman, este é mais um dos ícones mitológicos do mundo do herói, um manicômio-prisão da escória da cidade).

Começa então a escalada do rapaz pelo mundo do crime e junto com ele, mais uma vez viajamos por uma Gotham City através da visão do submundo. Não estamos vendo os planos do herói para impedir o crime, ao contrário, vemos o crime planejando – não derrotar o herói, o que o Coringa quer com o Batman é deixá-lo louco, atingi-lo de outra forma – recuperar a sua posição, seu território.

Visitamos os lares de cada vilão: Duas-Caras, Pingüim, Harley Quinn, Charada, Crocodilo, e a cada visita, entendemos (ou não, o que é melhor!) as motivações e os tormentos de um criminoso mais parecido com um cachorro louco, de fato, um agente do Caos, mas também um ser doente, viciado em pílulas, solitário e o vemos chorar durante a sua subida para o topo da rede de crimes da cidade.

cor_04O “Coringa” de Brian Azzarello (roteirista premiado por “Superman: Pelo Amanhã”) e de Lee Bermejo (Arte, “Lex Luthor: O Homem de Aço”) é um daqueles objetos flutuando entre a cultura pop e a sutil beleza das obras primas. A Gotham recriada por Bermejo possui um traço altamente impactante e a cidade é continuamente melancólica. O Sol está sempre se pondo e o artista ainda nos reserva algumas artes finais sublimes em alguns pontos-chave da narrativa (exemplo, a saída do Coringa do Arkham, a primeira vez que a bela loira se revela como Harley Quinn e o momento da ÚNICA frase do Batman na HQ, tão carregada de ressentimento, beira ser tão maldoso quanto o próprio Coringa).

Mesmo que esta estória tenha começado a ser escrita antes do filme de 2008, o visual dela foi altamente inspirado no Coringa de Heath Ledger e para a o orgulho dos brasileiros, Bermejo utilizou até o sucesso nacional “Cidade de Deus” (veja ao lado) como base para uma cena da HQ. Apenas para retirar qualquer idéia que possa passar pela cabeça, isto não é plágio, utilizar fotografias como referência fotográfica é algo comum nas Histórias em Quadrinhos, vide os arquivos de Bolland em “A Piada Mortal” onde encontramos um auto-retrato dele frente a um espelho para a arte da capa.

Coringa, pode não ter o mesmo charme que “A Piada Mortal”, devido ao fato de que as Histórias em Quadrinhos[bb] de hoje não precisam provar a sua maturidade, portanto, não é algo impactante (exceto os traços fantásticos de Bermejo) e nem revela algo tão surpreendente sobre vilão, porém, por ser mais uma imersão bem dirigida na mente do Coringa já é digna de constar em nossas coleções e é inegável tratar-se de mais uma HQ clássica para a mitologia do Batman. Vale à pena!

Coringa, que tem 100 páginas, papel de qualidade e capa dura, custa R$24,90 (Só por curiosidade, a edição original custava 19,90 doletas).

Marcio (Perninha) é fã de Regis Tadeu e por isso termina o seu post deste modo. Descobriu hoje que uma música da qual gosta demais desde pequenino chama-se “Eleanor Rigby” e foi gravada pelos Beatles em 1966. Ele pode ser encontrado no email marcio@blumerangue.com e se alguém mandar alguma mensagem para ele sobre os assuntos aqui apresentados, ele irá responder e talvez até publicar no próximo post.

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+ Séries | Lie to me! Por Tatty Mamprin 22 March 2009 as 12:49 am 10 comentários

Quem me conhece um pouquinho, sabe que sou viciada gosto muito de séries, e tenho uma “quedinha” especial por aquelas que envolvem investigação criminal… E é aí que Lie To Me entra.

Dos mesmos produtores de 24h, a série que estreou no dia 21 de janeiro na Fox (com previsão de exibição no Brasil em setembro), mostra o trabalho do Dr. Cal Lightman (interpretado por Tim Roth – “The Incredible Hulk”) e sua equipe, especializados em detectar microexpressões faciais e gestos corporais involuntários, que podem revelar muito mais do que as palavras dizem e ajudar a polícia na investigação de crimes.

Lie To Me é baseada nos estudos reais do professor de psicologia da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco, Paul Ekman, de 74 anos, considerado um dos cem psicólogos mais influentes do século XX.

Ekman iniciou suas pesquisas na década de 50, com base nas idéias de Charles Darwin, que percebeu que pessoas de diferentes culturas, sem qualquer ligação, usam as mesmas expressões para demonstrar raiva, nojo, angústia, medo, alegria…

Após estudar as faces de elementos de tribos da Nova Guiné, doentes esquizofrenicos, espiões e assassinos em série, Ekman conseguiu mapear as expressões e gestos, que duram cerca de 0,05 segundo (microexpressões) e é com base nesses estudos que ele dá treinamento a órgãos do governo como a CIA e FBI. Seu trabalho é mostrar aos agentes como entrevistar adequadamente os suspeitos e testemunhas, destacando a importância da análise das suas microexpressões faciais logo no primeiro interrogatório, conforme explica: “É nesta altura que melhor se apuram as emoções por detrás das expressões faciais, muitas vezes antes mesmo que o próprio interrogado perceba o que está sentindo“. O objetivo é garantir uma melhor investigação policial, que permita diminuir o número de inocentes levados ao tribunal e, eventualmente, uma condenação injusta.

Achou interessante? Então dê uma olhadinha na abertura da série (que eu adoro):

Apesar do pouco tempo de estréia, Lie To Me já é sucesso de audiência nos EUA, desbancando séries como Lost, Law & Order e Criminal Minds. Agora o jeito é torcer pra que ela chegue o quanto antes no Brasil ou baixar os episódios semanalmente aqui.

P.S.: quando eu crescer, quero ter as habilidades do Dr. Lightman.

P.S.²: uma pessoa normal conta 3 mentiras a cada 10 minutos de conversa.

P.S.³: isso tudo só prova que House tem razão quando diz que “everybody lies”.

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