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Blumerangue entrevista a Velho Novo 28 October 2009 as 11:48 am de Marcio

Da esquerda para a direita: Nilton, Tárcio e Leandro

Da esquerda para a direita: Nilton, Tárcio e Leandro

É uma noite de quinta-feira de muito calor (Caramba! Como faz calor aqui mesmo quando chove) e somos recebidos educadamente em Sumaré no Home-Studio do Leandro (guitarrista da banda Velho Novo) para bater um papo com ele e com Tárcio (vocalista) sobre os projetos musicais e o novo CD “Entre o Velho e o Novo há sempre o eterno” da banda Velho Novo de Hortolândia.

Formada por Tárcio, Leandro e Nilton (Baixo), a banda está despontando no cenário musical da região e merece atenção pela sua pegada enérgica nas reinterpretações dos clássicos do Rock. Em tempos de pseudo rock[bb], é sempre bem vinda uma banda com essas características para alegrar as nossas noites.

Para mais detalhes sobre a história da banda, agenda de shows, etc. Acessem o site da banda, desenvolvido por Celina (O Leandro agradece Celina!).

Depois de alguma descontração e a ausência do Nilton que está trabalhando, começamos o nosso papo com um bom humor sempre característico dos “Velho Novenses”…

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+ HQ | A Piada Mortal e Coringa Por Marcio 22 April 2009 as 12:48 pm 13 comentários

É muito bom estar de volta ao Blumerangue, já que, depois da minha estréia, fiquei afastado devido “Crise Organizacional de Idéias”: uma síndrome recém criada por mim e que na minha concepção é algo similar à “Crise do Segundo Álbum” nas bandas de Rock[bb]. Trata-se do caso clínico: você fica muito, mas muito empolgado mesmo com as novidades (no meu caso, o blog) que começa a ter idéias demais sobre as coisas e não consegue organizá-las em uma ordem racional e de fácil entendimento.

Recuperado da crise, quero expressar o quanto gostei da oportunidade de escrever aqui e compartilhar com todos os “Blumerangonautas” a satisfação de dividir algo com vocês. Obrigado a todas as pessoas que comentaram o meu post (através do blog e pessoalmente) e a equipe muito acolhedora do Blumerangue, mas, vamos ao que interessa:

Apresentação

13/04/09 -> é a partir desta data que a Globo inicia oficialmente a sua programação de 2009 (o Faustão apresentou a Cerimônia ontem) e aproveito a oportunidade para iniciar a minha programação no Blumerangue também. Se antes me iniciei postando sobre um show antológico sem nenhuma apresentação formal (se bem que na seção “Quem Faz” há um pequeno profile), senti-me na obrigação de falar um pouco mais sobre a minha proposta para o ano de 2009 antes de realizar novas publicações aqui.

Sou apaixonado por Música, Histórias em Quadrinhos e Cinema e compartilharei com vocês as novidades, minhas opiniões, comentários e sugestões sobre estes assuntos. E o que nos espera?

Hoje:

  • “A piada mortal” e “Coringa” – Duas Graphic Novels em edições de Luxo no Brasil

No Futuro Próximo:

  • Pop ou MPB? Discurso sobre a classificação musical no cenário musical nacional
  • O Amadurecimento das Histórias em Quadrinhos
  • Clássicos Musicais
  • Clássicos do Cinema

Fique ligado, haverá muito mais!

Batman: A Piada Mortal Edição Especial de Luxo

cor_01Novidade nas bancas e livrarias brasileiras, a Edição Comemorativa de 20 Anos foi lançada há 1 ano nos EUA e a DC não tinha previsão de lançá-la no Brasil, porém, no início do mês passado fomos agraciados não somente com este lançamento, chamado aqui de Edição Especial de Luxo, mas também uma edição em capa dura da graphic novel mais vendida do ano passado, nomeada simplesmente de “Coringa”.

Em se tratando de estória, “A Piada Mortal”, lançada originalmente em 1988, é um clássico absoluto e, dentre as tantas versões apresentadas (às vezes pelo próprio vilão) como a origem do Coringa, esta é a mais aceita pelos fãs, servindo também como base (juntamente com a estética de “O Cavaleiro das Trevas”) para o roteiro do aclamado filme[bb] do morcego no ano passado: “Batman: “O Cavaleiro das Trevas” do diretor Christopher Nolan.

“A Piada Mortal”, escrita por Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Do Inferno), arrasta-nos para dentro da mente do psicótico Coringa, decidido a provar para todos que é somente um dia ruim que separa um homem qualquer da loucura (e por assimilação, do próprio Coringa). Assim, somos levados através de flashbacks para a origem esquecida do vilão, o Capuz Vermelho, um comediante decadente que já teve família e foi um homem comum.

Não bastando a sordidez de seu plano, a vítima da sua experiência é nada mais nada menos que o Comissário Gordon, um dos maiores aliados do Batman. A frieza com que o Palhaço do Crime conduz o seu plano chega a atordoar os desavisados, acostumados com gibis inocentes como a Turma da Mônica. E sem entregar o final, apenas digo que é dúbio e surpreendente.

É uma revolução da qual não participei (já que em 88 tinha apenas 3 anos) mas que agora temos a chance de possuir em edição de luxo, porém, mesmo que a história principal seja o suficiente para justificar um lançamento deste porte, ela ainda conta com alguns extras: um prefácio por Tim Sale (autor de “Batman: O longo dia das bruxas” e a partir de 2006, consultor artístico da série “Heroes”), posfácio de  Brian Bolland (Artes, Cores e Capa), algumas artes originais do arquivo de Bolland, a mini estória “Sujeito Inocente”, a republicação da primeira estória (original de 1940) do Coringa e o fato mais marcante e polêmico desta edição, a total recolorização da arte original.

cor_02Em 1988, o trabalho de colorização realizado Higgins utilizava cores quentes e “modernas” para a época, e dessa vez, Bolland declarou que queria colorir a sua própria arte, priorizando cores frias. Seu trabalho é mais facilmente notado nos flashbacks, onde decidiu realçar apenas alguns objetos no cenário remetendo pouco a pouco ao clímax com o Capuz Vermelho. Ao lado, temos um comparativo com a versão recolorizada à esquerda e a original à direita. Alguns fãs xiitas taxaram este trabalho como “photoshopolizado” e sem a essência da obra. Eu, particularmente, noto na edição atualizada uma imersão mais condizente com a mente fria do Coringa. (clique na imagem ao lado para ampliar)

Simplesmente Imperdível! “Batman: A Piada Mortal Edição Especial de Luxo” tem 84 páginas e custa R$19,90.

Coringa

Com um título simples e aproveitando a vibe gerada pelo bem sucedido filme lançado no ano passado, a DC publica agora no Brasil, esta que foi a Graphic Novel mais vendida do ano passado nos EUA.

cor_03Assim como sugere o título, estamos frente a uma estória focada no Coringa onde diferente de “A Piada Mortal” (com os fatos desenterrados da mente do Palhaço), os acontecimentos são narrados através da visão de Jonny Frost, um bandidinho de segunda que se oferece para literalmente buscar o Coringa, recém libertado, sabe-se lá o porquê, do Asilo Arkham (para os não iniciados em Batman, este é mais um dos ícones mitológicos do mundo do herói, um manicômio-prisão da escória da cidade).

Começa então a escalada do rapaz pelo mundo do crime e junto com ele, mais uma vez viajamos por uma Gotham City através da visão do submundo. Não estamos vendo os planos do herói para impedir o crime, ao contrário, vemos o crime planejando – não derrotar o herói, o que o Coringa quer com o Batman é deixá-lo louco, atingi-lo de outra forma – recuperar a sua posição, seu território.

Visitamos os lares de cada vilão: Duas-Caras, Pingüim, Harley Quinn, Charada, Crocodilo, e a cada visita, entendemos (ou não, o que é melhor!) as motivações e os tormentos de um criminoso mais parecido com um cachorro louco, de fato, um agente do Caos, mas também um ser doente, viciado em pílulas, solitário e o vemos chorar durante a sua subida para o topo da rede de crimes da cidade.

cor_04O “Coringa” de Brian Azzarello (roteirista premiado por “Superman: Pelo Amanhã”) e de Lee Bermejo (Arte, “Lex Luthor: O Homem de Aço”) é um daqueles objetos flutuando entre a cultura pop e a sutil beleza das obras primas. A Gotham recriada por Bermejo possui um traço altamente impactante e a cidade é continuamente melancólica. O Sol está sempre se pondo e o artista ainda nos reserva algumas artes finais sublimes em alguns pontos-chave da narrativa (exemplo, a saída do Coringa do Arkham, a primeira vez que a bela loira se revela como Harley Quinn e o momento da ÚNICA frase do Batman na HQ, tão carregada de ressentimento, beira ser tão maldoso quanto o próprio Coringa).

Mesmo que esta estória tenha começado a ser escrita antes do filme de 2008, o visual dela foi altamente inspirado no Coringa de Heath Ledger e para a o orgulho dos brasileiros, Bermejo utilizou até o sucesso nacional “Cidade de Deus” (veja ao lado) como base para uma cena da HQ. Apenas para retirar qualquer idéia que possa passar pela cabeça, isto não é plágio, utilizar fotografias como referência fotográfica é algo comum nas Histórias em Quadrinhos, vide os arquivos de Bolland em “A Piada Mortal” onde encontramos um auto-retrato dele frente a um espelho para a arte da capa.

Coringa, pode não ter o mesmo charme que “A Piada Mortal”, devido ao fato de que as Histórias em Quadrinhos[bb] de hoje não precisam provar a sua maturidade, portanto, não é algo impactante (exceto os traços fantásticos de Bermejo) e nem revela algo tão surpreendente sobre vilão, porém, por ser mais uma imersão bem dirigida na mente do Coringa já é digna de constar em nossas coleções e é inegável tratar-se de mais uma HQ clássica para a mitologia do Batman. Vale à pena!

Coringa, que tem 100 páginas, papel de qualidade e capa dura, custa R$24,90 (Só por curiosidade, a edição original custava 19,90 doletas).

Marcio (Perninha) é fã de Regis Tadeu e por isso termina o seu post deste modo. Descobriu hoje que uma música da qual gosta demais desde pequenino chama-se “Eleanor Rigby” e foi gravada pelos Beatles em 1966. Ele pode ser encontrado no email marcio@blumerangue.com e se alguém mandar alguma mensagem para ele sobre os assuntos aqui apresentados, ele irá responder e talvez até publicar no próximo post.

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+ Just a fest São Paulo | Radiohead e muita emoção Por Marcio 24 March 2009 as 1:18 am 14 comentários

A história é muito antiga, foram vários anos de rumores e “certezas” desmentidas posteriormente sobre a vinda do Radiohead às terras brasileiras e todos estes anos esperamos (o que eu julgava serem poucas pessoas) um show destes ingleses que tiveram o seu álbum Ok Computer de 1997, considerado por muitos críticos como melhor álbum dos últimos 20 anos e presença marcada em listas sobre o que você deve ouvir, contudo, se você não conhece Radiohead, já está na hora de procurar alguma sobre os caras e a ultima coisa que vou falar aqui sobre isso é que o ultimo álbum dos “gentlemen”, o aclamado “In Rainbows”, foi indicado a vários prêmios do Grammy 2008 além de inovar sendo o primeiro grupo (pelo menos de grande porte) a liberar um cd para download na integra pelo preço que o fã desejar pagar.

radiohead

Sigamos para o tão esperado 22/03, sim, eles estão aqui e não corremos o risco do show ser cancelado, pois já tocaram no Rio de Janeiro, e como todo fã que se preze, já soube do set list e já sei o que nos aguarda.

A chuva anunciada pela previsão do tempo e que peguei na estrada simplesmente se dissipou quando chegamos a São Paulo, e mesmo o lugar incompatível com uma banda deste porte não desanimou os fãs que se reuniam à frente do palco ainda nos últimos retoques de montagem as 15:00. O DJ é horrível, deveria ter-nos deixado sem ouvir nada. A expectativa continua.

Los Hermanos

Há quem diga que temos bandas melhores para abrir o show do Radiohead: mentira!!! Após os primeiros acordes e sopros de “Todo Carnaval Tem Seu Fim” os cariocas já haviam ganhado o público, um Camelo como sempre contido e simpático e um Amarante cada vez mais divertido, esquisito e solto. Depois o Little Joy ele vem com uma confiança inacreditável no palco, fazendo suas danças e esquisitices.

O Los Hermanos se mostrou muito enérgico, com uma presença de Rodrigo Barba na bateria muito mais aparente e depois de algum tempo sem tocarem junto, parece que as influências de cada um fizeram muito bem ao som do grupo.

O show deles contou com poucos hits ( se é que se pode dizer isso de algo dos hermanos além de Primavera e Ana Julia) e com várias surpresas, dentre elas Cher Antoine.

Esperamos uma volta à altura do que já fizeram antes, mas se não for possível,  já mataram um pouco da saudade que havia em nossos corações.

Robots

Sai Los Hermanos e sua aparelhagem entram 4 controladores Midi e 4 Laptops, só isso! Um som eletrônico vai aumentando aos poucos, 4 figuras de preto entram no palco: “MAN – MACHINE – SEMI- HUMAN – BEING”. Não precisou de mais nada, o Kraftwerk mostrou com uma seqüência de 14 músicas que a música eletrônica também é arte quando bem feita.

As imagens hora retro, hora futurísticas acompanharam “Man Machine”, “Tour de France”, “Autobahn” e “Trans-Europe Express” até que o grupo deu lugar a 4 robôs (sim robôs, para apresentar “Robots”.

O quarteto volta vestido de preto e verde-neon para apresentar “Aero Dynamik” e saem um a um em “Music Non Stop”. Já estamos aquecidos…

Catarse num Show Apoteótico

Pontualmente às 22:00 (como todo bom iglês) , entra um Colin Greenwood todo animadinho , pulando e aplaudindo, uma simpatia só, do lado de cá, os simples mortais gritam e começa “15 Step”, Thom canta cheio de esquisitices, “There There ” o que é isso, é a segunda música do show e já estou extasiado, Jonny Greenwood e Ed O’Brien ajudam Phil Selway com mais dois tons de bateria cada um na incursão tribal, “Boa Noitche” de lá do palco “Boa Noite” grita o coro de 30 mil pessoas.

Com 3 telões e uns tubos parecendo umas estalactites sobre o palco, dava até para ver o set de pedais do O’Brien , tudo muito lindo, maravilhoso, realmente o Radiohead estava ali. Pode parecer exagero, mas para quem esperou tanto este show, realmente custou a acreditar.

Segue “The National Anthem” e neste momento eu penso “Meu Deus, eles estão tocando “Kid A”. Tudo bem que no Rio de Janeiro eles tocaram muitas músicas do “The Bends” mas niguém me paga o prazer de ouvir as músicas do “Kid A” ao vivo.
Continua o show com “All I Need” , afinal, esta é a turnê do “In Rainbows”, vamos ouvir muito deste cd, o que é ótimo! A seguir, “Pyramid Song” e  “Karma Police” , todos cantam junto mas ao mesmo tempo ouvem Thom cantando , é uma coisa indescritível.

radiohead-in-rainbows

Segue “Nude” e a melhor do “in Rainbows”: “Weird Fishes/Arpeggi” que ainda melhor ao vivo, neste momento, meu amigo Wall disse, tenho que tirar uma foto você assim, eu estava em transe.
O show continuou impecável com Jonny roubando a cena várias vezes, sendo com um ataque de timidez ao não querer falar ao microfone, mexendo em suas parafernálias ou colocando um radio à pilha sintonizado em alguma radio local para tocar entre alguns intervalos dentro das músicas.

Um momento bacana foi quando Thom apresentou Jonny que retribuiu da mesma forma e tocaram a acústica “Faust Arp”.
“Idioteque ” transformou a chácara do Jokey em uma Rave roqueira e terminou com Thom jogando o pedestal com o microfone no chão: Demais!
“Exit Music (For A Film)” deixou todos em silêncio com tanta singeleza e por fim “Bodysnatchers” fecha o show mas ninguém vai voltar pra casa assim e os ingleses voltam com “Videotape” , “Paranoid Android “  com a platéia continuando a cantar ao final, o que fez com Thom viesse com o violão e fizesse um dueto com o público cantando “Rain down, rain down…”, impagável, “Fake Plastic Trees”, ouvi alguém dizer que “não fazia questão de ouvir, mas já que eles tocaram…”, sinceramente, coisa de gente tola, uma música como essa não surge todos os dias, fiz questão de ficar calado e ouvir cada som que veio daquele palco. Veio “Lucky”, “Reckoner” e acabou-se o show? Não, esperamos mais um bis, prontamente atendido com “House of Cards”, “You and Whose Army?” que foi sinistramente e ironicamente oferecida aos Yankees, e “Everything In Its Right Place” com direito à letra sendo transmitida abstratamente nas luzes tubulares do palco. Acaba o segundo bis e ninguém se move, depois de alguns minutos, volta Thom e diz “Acho que estão esperando por isso” e devido a nossa santa insistência somos recompensados por “Creep”.

Memorável! Creio que uma parte da minha alma ainda está lá. Ficamos a esperar uma volta mas este primeiro show do Radiohead no Brasil fez parte da uma história maior. Os Irlandeses do U2 perderam (só por um pouquinho, confesso) o posto de melhor show da minha vida.

Set List do Show

“15 Step”

“There There”

“The National Anthem”

“All I Need”

“Pyramid Song”

“Karma Police”

“Nude”

“Weird Fishes/Arpeggi”

“The Gloaming”

“Talk Show Host”

“Optimistic”

“Faust Arp”

“Jigsaw Falling Into Place”

“Idioteque”

“Climbing Up The Walls”

“Exit Music (For A Film)”

“Bodysnatchers”

1º Bis

“Videotape”

“Paranoid Android”

“Fake Plastic Trees”

“Lucky”

“Reckoner”

2º Bis

“House of Cards”

“You and Whose Army?”

“Everything In Its Right Place”

3º Bis

“Creep”

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