Blumerangue entrevista a Velho Novo Por Marcio 28 October 2009 as 11:48 am 11 comentários

Da esquerda para a direita: Nilton, Tárcio e Leandro

Da esquerda para a direita: Nilton, Tárcio e Leandro

É uma noite de quinta-feira de muito calor (Caramba! Como faz calor aqui mesmo quando chove) e somos recebidos educadamente em Sumaré no Home-Studio do Leandro (guitarrista da banda Velho Novo) para bater um papo com ele e com Tárcio (vocalista) sobre os projetos musicais e o novo CD “Entre o Velho e o Novo há sempre o eterno” da banda Velho Novo de Hortolândia.

Formada por Tárcio, Leandro e Nilton (Baixo), a banda está despontando no cenário musical da região e merece atenção pela sua pegada enérgica nas reinterpretações dos clássicos do Rock. Em tempos de pseudo rock[bb], é sempre bem vinda uma banda com essas características para alegrar as nossas noites.

Para mais detalhes sobre a história da banda, agenda de shows, etc. Acessem o site da banda, desenvolvido por Celina (O Leandro agradece Celina!).

Depois de alguma descontração e a ausência do Nilton que está trabalhando, começamos o nosso papo com um bom humor sempre característico dos “Velho Novenses”…

Velho Novo é um paradoxo bem irônico eu diria. A explicação do significado do nome está no site da banda, mas, eu queria saber de onde veio a idéia?

Tárcio: A idéia se for ver, é bem simples até. Tem um clichê de que por trás de algo moderno sempre tem um clássico, então, subentende-se que o clássico na verdade é um ponto de partida para a inspiração dos artistas pra se criar algo “novo”. Então, a partir dessa idéia, nós entendemos que entre o velho e o novo há o eterno. E o que é esse eterno? É a constante transformação cara. Então a gente simplesmente só quer fazer parte dessa transformação modestamente. (Risos) A idéia é essa, uma constante metamorfose. Entendeu?

Leandro: E traduzindo para o som da banda, o que eu vejo se refletindo no som da banda é justamente a amplitude que temos no repertório. A gente toca o que é “velho” e o que é “novo”. O “velho” são os clássicos dos anos 60, 70, 80 e até 90 que já virou velho e coisas atuais, coisas novas. E a banda mixa tudo isso. Dentro do nosso repertório você encontra muita coisa clássica e relativamente pouca coisa nova porque a gente procura focar o novo no som da banda. O som da banda é novo, as composições próprias. Então é esse o paralelo que a gente faz com o nome se traduzindo em som.

Pergunta básica: quanto tempo a banda possui de estrada e quem é o fundador da banda?

Tárcio: Na verdade o nome Velho Novo já existia há algum tempo atrás só que esse projeto na verdade acabou e ficou, digamos assim, estacionado. Estava eu em casa, tranqüilo, numa boa, e de repente toca o telefone e era o Leandrinho tipo assim “Pô cara, fiquei sabendo que você tá aí sem tocar, puta ‘vâmo’ montar uma banda, ‘vamo’ tocar só clássicos do Rock’n Roll, Arghhhhhhhhhhhhhh…” (risos geral)

Leandro: Depois de vê-lo cantando com as antigas formações, fiquei ‘boquiaberto’ com a voz dele! Infelizmente, eu não poderia chamá-lo para uma banda naquele tempo pois ele tocava com os caras e meu único contato com ele era um amigo comum, então guitarrista daquela banda, o Marcelinho. Depois de muito tempo, soube por meio do Marcelinho que a banda havia se desfeito e que o Tárcio estava ‘desempregado’ então, me certifiquei com o Marcelo se não teria problema em chamar o Tarcio para fazer um som, se ele não se chatearia, ele disse que não…

Tárcio: E eu falei beleza, vamos lá então, legal. E nós nos reunimos aqui no estúdio da casa dele e poxa, foi legal pra caramba, e nem conhecia o Leandro direito, eu conhecia ele de algumas apresentações que eu já havia feito com outro pessoal, mas eu não sabia que ele tocava tanto assim NE cara, eu falei ‘Puta que pariu’ e eu até comentei com o Leandro assim que na época que eu tocava com o outro pessoal eu ficava cobrando as coisas do tipo ‘Isso aqui não tá legal’, ‘Isso você precisa mudar’, ‘Essa frase você precisa mudar, essa frase não tá legal’ e de repente quando vi o Leandro eu tive que me segurar um pouquinho porque eu acabei pensando ‘Puta, esse cara é o que vai me ensinar mais coisas’… Mas assim, a gente está com o Velho Novo na estrada consolidado desde Junho de 2006 então a gente tem aproximadamente aí três anos.

Leandro: E o grande fundador do projeto é o Tárcio de fato.

Tárcio: Na verdade, assim, o projeto se consolidou com essa formação, mas na época a gente estava procurando por um nome para a banda e eu comentei com o Leandro ‘Poxa, a banda que eu tinha, já tínhamos um nome conhecido aqui na região e a gente poderia aproveitar o nome Velho Novo. Aí com essa formação que pode-se dizer que amadureceu a idéia, o projeto.

Legal, já que vocês falaram de formação, quais foram as alterações pelas quais vocês passaram?

Ambos: Sim (Risos)!!!

Tárcio: (Ainda rindo) A gente tem um pouquinho de dificuldades de trabalhar com bateristas. Não sei se eles não gostam muito da gente ou é a gente que não gosta muito deles. Ha!

Leandro: Vamos falar da primeira formação que se consolidou em 2006. A gente teve um primeiro baterista, o Milton, em seguida ele saiu, depois de quase três anos com a banda ele acabou saindo, a gente conseguiu um novo baterista, mas já estamos à procura de um novo profissional para o cargo.

Vocês gravaram recentemente um cd demo com covers[bb] e a quatro composições próprias. O cd mantém uma linha consistente no estilo dos covers, porém no que diz respeito às músicas próprias, elas se afastam completamente do som pesado que vocês rolam. Qual é o processo de composição que a banda adota?

Tárcio: Então, na verdade, a gente pode dizer que muitos dos nossos projetos, como uma música chamada “Até o dia amanhecer” (confira abaixo, a música ainda está com o nome provisório “Eu quero me divertir”), é uma música nova que tá bem a nossa cara mesmo. E é aquela coisa, dentro destes clássicos, como a gente toca muito desde Led (Zeppelin), Kiss, (Depp) Purple, Doors, (Rolling) Stones, a gente tem também um pouco desse lado, eu não diria melancólico, mas light, um lado mais contido também. Isso faz parte do Rock’n Roll.

É, porque apesar do CD ter foco no rock setentista, percebe-se principalmente pelas linhas de guitarra que não é somente esta a inspiração da banda…

Leandro: Culpa minha (risos). O bom é que a gente mistura muita coisa diferente NE, o Tárcio é muito setentista…

Tárcio: É isso é verdade.

Leandro: … Mas por outro lado eu gosto de coisas muito diferentes, a gente tem algumas intersecções em alguns momentos, mas eu gosto muito do som de guitarra do Eddie Van Halen. Gosto muito de sons de guitarristas, então a gente mescla um pouquinho destes clássicos, o começo do Rock’n Roll pesado, do heavy, com essa guitarra sobressalente que o Van Halen sempre apresentou.

Tárcio: É uma coisa que, em minha opinião, é até legal porque acaba singularizando o nosso trabalho.

Leandro: Verdade. Você pega clássicos que possuem uma guitarra “amena”, como eram as guitarras dos anos setenta e você coloca muita guitarra, então dá uma cara…

Tárcio: Exatamente! É aquela coisa NE? Eu e o Leandro tentamos discutir bastante porque a gente procura na verdade fazer uma releitura. Em alguns ensaios nossos parece até que a gente está compondo uma música própria encima da música de outro artista. A gente tenta fazer uma releitura do tipo “Esse é o Velho Novo tocando a música de outro artista”. Essa bagagem de identidades que singulariza o Velho Novo.

O Tárcio possui uma extensão vocal fantástica e geralmente atua nos agudos, porém em “Have you ever seen the rain” vocês optaram por uma região mais grave soando até inusitado para ouvidos puritanos. Essa opção se deu por um amadurecimento musical ou por uma opção técnica para os instrumentos?

Tárcio: Ah! As duas coisas. Bem, eu comecei como guitarrista e durante muito tempo eu fiquei a procura de um vocalista pra poder cantar pra gente, então chegou a um ponto em que eu chutei o balde, eu falei “Eu mesmo vou cantar!” (Risos). E aí eu comecei a fazer aula de canto e, quando você descobre que você é um tenor assim, o tenor tem um certo vício que ele começa achar,e a princípio, isso tudo é um processo, que ele só vai cantar bem se fizer notas altíssimas, notas super agudas, com um corpo super bacana e som muito volumoso nessas regiões agudas e com o tempo você vai amadurecendo mesmo e você começa a perceber que o bom cantor mesmo, na verdade, é aquele que sabe enxergar o que a música necessita, o que ela está pedindo. Não importa se ela é médio-grave, grave, médio-agudo, agudo… O importante é que ela fique legal, que ela fique bacana. Então, muitas vezes, por ser um tenor e ter um Sol na Quinta do piano, se fizer um Sol na região médio-grave e ficar lindo, é isso o que importa. “Have you ever seen the rain” é na verdade uma música médio-aguda e a gente abaixou o tom dela.

Leandro: Ela é em Dó e está em Lá.

Tárcio: E assim, eu fiquei muito feliz com o resultado. Eu achei muito bacana porque, acabei achando em mim outro lado que eu tenho cantando.

Sinceramente é uma das minhas preferidas no cd…

Tárcio: Obrigado. Valeu!

Leandro: Obrigado!

No demo do Velho Novo percebi muitos experimentalismos de estúdio. È impressão ou alguém é muito fã de Sgt. Peppers e Revolver (dos Beatles[bb]) só para citar alguns CDs com este mesmo conceito?

Ambos: (Risos) Achou!

Leandro: Tem dois Beatlemaníacos aqui na sua frente. Mas a gente têm experimentalismo não em truque de estúdio, a gente não usou truques de estúdio mas a gente preferiu fazer experiências nas releituras das músicas como a gente comentou antes. A própria “Have you ever…” que abre o CD, está como primeira por duas inovações que a gente fez: a questão da guitarra que está bem mais presente e na original praticamente não se tem uma guitarra e a questão do vocal diferenciado, então a gente a colocou de primeira pra mostrar que é um trabalho com a cara da banda, que a gente não simplesmente tocou o que existe na música original. A gente também procurou fazer umas brincadeiras, por exemplo, em “Cocaine” fizemos uma introdução enorme que na verdade surgiu de um ensaio e decidimos colocar…

Tárcio: Foi uma brincadeira mesmo, vamos falar a verdade, acho que 70 ou 80% das coisas que a gente cria sai por brincadeira… E assim, apesar de “Sgt. Peppers” ser um disco maravilhoso eu sou “Revolver”, um dos melhores discos dos Beatles para mim. Mas assim, esse lance de experimentarmos coisas novas, o mais bacana é a flexibilidade entre nós, não temos aquela coisa fechada do tipo “Não! A música tem que ser assim.” A gente sempre aproveita a melhor idéia que aparecer independente de quem seja…

Leandro: (Muito irônico e rindo muito) Exceto se for de um baterista. (Risos).

Tárcio: E assim, na maioria das brincadeiras que fazemos nos ensaios, sempre surge uma idéia bacana que a gente faz uma adaptação e traz para a música.

Leandro: há uma história interessante sobre a versão de “Have…”. Nesta canção eu compus um solo de guitarra que achei bastante interessante sonora e tecnicamente falando, no entanto, ao ouví-lo na primeira gravação, ele ficou muito estranho, quase ‘sertanejo’ ou com uma harmonia muito previsível. Fiquei dias ouvindo e tentando me convencer de que estava legal pois a idéia do solo, sua história era interessante mas não apresentava a sonoridade que eu queria. Foi então que tive a idéia de refazer a ”base” do solo, regravei o baixo e as guitarras ‘base’, mudando a progressão de acordes, usando relativas menores e bingo! Ficou exatamente como eu queria!

Além disso, há um momento no CD que é muito a cara da banda: o final de “Crazy little thing called Love” onde deixamos os ‘erros’ de gravação no momento em que nós  fazíamos ou tentávamos fazer os backings desta canção.É um momento de muito humor!

Nos shows atuais vocês estão se apresentando com versões acústicas em um bloco separado. Bandas predominantemente “parrudas” também têm optado por este formato. Um exemplo é o álbum duplo “In your Honor” do Foo Fighters onde um dos CDs é totalmente acústico e que depois gerou acústico ao vivo “Skin and Bones” e se refletiu no ótimo “Echoes, Silence, Patience and Grace”. O que fez vocês se voltarem para o acústico sem querer cair na onda acústico enlatado MTV?

Leandro: Isso foi um desafia para a banda. A gente começou a tocar nos mesmos bares, nas mesmas casas e fomos colocados à prova por nós mesmos para não apresentarmos o mesmo show sempre. Não se consegue mudar um repertório de um mês para o outro pra fazer um show totalmente diferente, embora tenhamos mais de 100 músicas no repertório isso dá para fazer uns dois shows diferentes no máximo. E aí a gente sentou, eu e o Tárcio e a gente pensou em como fazer para conseguirmos um show diferente porque a gente tinha que tocar na mesma casa umas três ou quatro vezes seguidas num espaço de tempo muito curto e como estávamos em transição de baterista não tínhamos tempo para ensaiar muito.

A gente teve algumas idéias e dentre elas o acústico fui muito bem recebido, o pessoal elogiou bastante.

Tárcio: A gente vendeu a idéia legal, tanto é que acabou se repetindo.

Leandro: Repetimos o acústico e deveremos gravar alguma coisa acústica no nosso próximo trabalho de tão bom que foi o resultado. E, além disso, a gente introduziu piano na banda… Piano, na verdade teclado, pra dar uma cara diferente, então além do acústico colocamos teclado, músicas que têm teclado, colocamos uma iluminação diferente para a banda, começamos a cuidar dos shows de forma a não deixá-los iguais.

Tárcio: Começamos a fazer uma pré-produção dos shows assim, a iluminação, a seqüência do repertório fazendo que o show cresça num show dinâmico, a gente começou a se preocupar muito com isso.

Leandro: Isso passou a ser tão importante quanto ensaiar. Preparar shows foi um desafio que acho que estamos vencendo.

Tárcio: Recebemos comentários bem legais. As pessoas gostaram bastante.

Leandro, você tem produzindo CDs em seu home Studio há algum tempo. Você pode nos falar do seu estúdio e de seus projetos paralelos ao Velho Novo?

Leandro: O estúdio foi a grande realização pessoal minha, eu sempre quis ter um lugarzinho para mim e consegui montar este estúdio e é aqui que eu encontro os meus amigos: você, o Tárcio, enfim, todos os meus amigos vêem aqui pra passarmos boas horas aqui dentro. O fato de produzir CDs aqui, me dá uma liberdade muito grande de criar. Eu consigo tempo para trabalhar nisso e fico viciado nesse tipo de trabalho, inclusive este ultimo cd da banda, grande parte dele foi produzida aqui, eu diria que 90% dele foi produzido aqui, somente a bateria foi gravada fora e estamos procurando cada vez mais fazer isso desta maneira porque dá uma grande liberdade de criar. Em relação a projetos, temos além do novo CD da banda que daqui a pouco vai sair, já estamos começando a trabalhar, eu tenho uns CDs solo com composições solo que eventualmente não são utilizadas na banda e eu gravo, chamo alguns amigos, o Marcio e o Welton (das bandas McBean e Acesso Restrito), enfim, já fiz CDs com músicas de igreja mas neste momento o grande foco é fazer um CD para o Velho Novo mesmo com nossas música próprias.

Existem outros projetos paralelos dentre os integrantes da banda?

Tárcio: Existem apesar de o Velho ser prioridade…

Leandro: O Velho Novo é uma prioridade na nossa vida, isso é consenso mas, o Tárcio por exemplo canta em uma banda de baile (Animação Banda Show), o Nilton e eu temos outra banda de baile (Banda Melbourne), o baterista a gente não sabe (risos), mas todos os ex-bateristas do Velho Novo tiveram um projeto paralelo, a diferença é que o foco é o Velho Novo.

Vocês todos possuem outro emprego além da banda. Como é conciliar o dia a dia, família, etc., com o velho Novo?

Tárcio: Assim, eu acho que eu me acostumei cara (Risos), fala aí Leandro, você me liga lá da empresa onde você trabalha “Cara, olha que som lega”, (Risos).

Leandro: Na verdade eu vivo música, eu acordo ouvindo música, eu vou para o trabalho ouvindo música, eu fico ouvindo música o dia inteiro enquanto to trabalhando e volto pra casa ouvindo música e ouço música à noite então eu to sempre em contato com isso. E as idéias surgem aí, no dia a dia, ironicamente enquanto eu to trabalhando ou tomando banho e tenho uma grande idéia e eu ligo pro Tárcio e a gente fecha alguma coisa mas eu penso que o segredo de tudo isso é a gente curtir o trabalho, curtir a família mas sempre estar pensando na banda que é o grande projeto nosso.

Tárcio: É, eu trabalho na rua, vendendo, fazendo visita em clientes, como eu trabalho por conta própria eu sou mil e uma coisas, então no carro eu fico cantando sozinho. Tanto na família como no trabalho a música está presente sempre.

Quais são os planos futuros da banda?

Tárcio: Lançar um disco agora, que vai vender 11 milhões e meio de cópias fora os piratas. Está é a nossa estimativa…

Leandro: Falando sério…

(Riso Geral)

Leandro: Um plano da banda, inclusive tem a ver com outra pergunta por que é projeto de show, e é que todo mundo que ir ao show, ganhar o Cd “Entre o Velho e o Novo há sempre o eterno”, porque graças a Deus a gente tem uma galera que vai só porque é Velho Novo, a gente já ouviu isso e não tem preço isso, é maravilhoso. Então o projeto é promover este CD porque ele mostra um pouco a cara da banda, trabalhar as nossas versões das músicas covers e também trabalhar o nosso CD de músicas próprias e surgiu algo fantástico para a banda que a produção de um documentário. È um amigo nosso, um cara que curte muito a banda, inclusive tem uma banda que se chama Tio Véio, ele é guitarrista desta banda, chama-se Mario, guitarrista e gaitista que toca muito bem, ele se aproximou da banda nos últimos tempos e ele viu o nosso movimento de fazer coisas novas com a banda e queria produzir fotos nossas durante os shows porque ele gosta muito de fotografia. Ele produziu algumas fotos profissionais nossas, muito bacana, ele colocou no site dele, e ele veio com o projeto de produzir um documentário. Este documentário vai contar a história da banda, vai ter trechos do CDs, nós vamos tocar ao vivo e vai ter clipes. Este é um grande projeto que começamos agora e dentro de alguns meses estará pronto.

Tárcio: E também tem o clipe de “Mundo Xadrez” que o Mario vai produzir também. Esse vai ser o primeiro clipe de música própria que teremos.

Leandro: É que no documentário vão ter vários clipes, algumas passagens, mas clipe propriamente, este será o primeiro.

Tárcio: E agente está muito na expectativa também de começar a tocar mais na região metropolitana de Campinas, Nova Odessa… Em Sumaré a gente já entrou e tal, estamos conseguindo um espaço legal. E procurar novos parceiros para trabalharmos juntos para cada vez termos mais espaço e crescimento com isso.

Até o Dia Amanhecer

E para não matar de curiosidade, segue o áudio de “Have you ever seen the rain” na versão Velho Novo:

— — —

Marcio (Perninha) descobriu ontem (pasmem com a lerdeza) que a Irlanda é uma Ilha e está muito feliz por isso. Ele pode ser encontrado no email marcio@blumerangue.com e se alguém mandar alguma mensagem para ele sobre os assuntos aqui apresentados, ele irá responder e talvez até publicar no próximo post.

— — —

Espaço para os Leitores:

Conforme prometido, publicarei alguns emails que receber aqui…

— — —

Por Leandro Souza:

Meu caro amigo fã de Regis Tadeu e fã de Eleanor Rigby (Ahhhh Look at all the people lonely)
Seria muuuito interessante vc postar sobre o livro que vc está lendo (e se Deus quiser vai me emprestar) onde tens os 100 ou 1.000 ou não sei quantos discos que não se pode nem pensar em morrer sem ouvir…!
Adicione mais um disco chamado “train of thought” do DREAM THEATER… simplesmente fantástico!

Respondendo…

Realmente Dream Theater possui inumeras qualidades Le.

A Idéia está anotada… quem sabe um próximo post com uma lista das indicações do que se ouvir? Como o bom Nerd que sou (haha), preciso realmente começar a fazer listas….

Abração

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11 comentários : “ Blumerangue entrevista a Velho Novo ”

  1. 1
    Chico :

    Quero manifestar a minha admiração pelo talento e determinação desses caras.

    Conheci o Leandro quando ainda eramos moleques e posso dizer sem sombra de duvida que é uma das pessoas de mais auto kilate.

    Talento e musicalidade transborda desse cara.
    A banda tem a incrível capacidade de tornar atual oque já era passado uma vez que não apenas relembra grandes sucessos mas a seleção e a roupagem empregada, a valorização do instrumental a sensibilidade melódica traduz uma originalidade singular refletida também nas composições próprias…

    Sucesso

    Paz e Bem hj e sempre

  2. 2
    LEANDRO SOUZA - guitar :

    Chico, muuuuito obrigado – aqui é o Leandro Guitarrista da banda VELHO NOVO – sem palavras para o q vc disse :-)

    Obrigado mesmo meu amigo – pelo carinho e a recíproca é verdadeira em dobro!

    Deus abençõe!

  3. 3
    Rafael :

    Maravilhosa matéria !
    Esses caras merecem um espaço e tanto na midia e em nossa região. Sou amigo a muito tempo do Tárcio, considero esse cara pra c***yo ! E sinceramente o som da banda está cada vez melhor e cada vez mais profissional. Infelizmente em nosso pais o rock perdeu muito espaço em todas a midias, mas vejo que mesmo assim esses caras vão estourar !

    Tarceira !! Lembra quando eu falei que iria entrar pelado no palco quando o Velho Novo fizer um show para um grande público ??? Tô começando a ficar com medo da promessa …. rsrsrsrsr

    Abraços !
    (ps: Quero ir no show do AC/DC !!!! Angus Young é chapadaço !!!!!!!!)

  4. 4
    Taís :

    Tenho que falar… voces sao uma grande banda, sou beatlemaniaca ate a alma tb e moro aki em hortolandia. Ja assisti alguns shows da Velho Novo e adorei….gostaria de ter mais informacoes sobre as bandas de baile e quando voces se apresentam, para que eu possa ir com a minha familia.

    Nos conhecemos o Tarcio faz tempo e adoramos a Velho Novo. Voces tocam EXATAMENTE o que eu queremos ouvir!

    Que Deus ilumine a estrada de voces sempre…Um grande abraço!

  5. 5
    Leandro :

    Oi Taís, obrigado por suas palavras, por ter deixado sua mensagem!

    Teremos mais Beatles, muito mais Beatles no set list após esse momento de transição da banda (troca de baterista)… se vc quiser sugerir alguns sons, nos mande por: bandavelho_novo@yahoo.com.br

    Abração e obrigado mais uma vez! Deus abençõe também!!!

  6. 6
    Caio Blumer :

    Ainda não tive a oportunidade de ver a banda ao vivo, mas só nos vídeos já dá pra ter noção da competencia e do dom musical “de cada um e de todos”. Show de bola!

    Aliás, como a Thais, sou fãzaço de Beatles – e quem não é? :)

  7. 7
    Leandro (guitarrista da banda) :

    Caião e Taís! Vlw mesmo pelas palavras!

    Olha, tem o audio do nosso CD demo no youtube (digite “banda velho novo audio” e vcs vão ver uns 10 vídeos com o audio que gravamos – e algumas fotos passando enquanto isso…)

    Ah, podem sugerir BEATLES para nosso set list!!!

    Abs

  8. 8
    jane oses :

    A Banda realmente é incrível…..o que eles dizem na entrevista se traduz no som……com perfeição

    Sabem modificar sem tirar a originalidade….

    Qualidade e profissionalismo junto com o prazer de se fazer o que gosta….se deu esse nome :

    VELHO NOVO…..é só ouvir !!

    bjus!!

  9. 9
    BANDA VELHO NOVO :

    Moçada, obrigado a todos, em nome da banda, por terem comentado nossa entrevista!!!

  10. 10
    Aroldo Junior :

    Cara Velho Novo Sem sombra de duvidas é uma das grandes bandas da região de campinas
    Que logo logo concerteza vai estar estourando por essa onga estrada do rock in roll
    Só tenhu q dizer Tarcio, Leandro eNilton são 3 grandes figuras
    Só num posso dizer nada do baterista pq nunk sei qm q ta tocano bateria com os cara…..kkkkkkkk
    A muito tempo que conheço o pessoal do Velho Novo e eu digo isso com convicção
    Num tem coisa melhor do que ver o show dos cara, bebendo muita cerveja
    kkkkkkk

    Parabens pessoal
    Sucesso sempre pra vcs

    Aroldo (Top Of Mind)

  11. 11
    LEANDRO :

    Grande AROLDO, valeu pelo post – pela força que dá para nossa banda! Vc é o cara!
    Obrigado mesmo!
    Aquele abraço rapá!!!

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